Foto: Seara

Após atravessarem o último trimestre do ano passado em relativa estabilidade, os preços do suíno vivo registraram forte queda em janeiro, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o centro de pesquisas, a pressão sobre as cotações veio, principalmente, do enfraquecimento da demanda tanto no mercado interno quanto no externo. Os pesquisadores destacam que o movimento de baixa é típico do mês de janeiro, período em que o consumo doméstico tende a diminuir em função dos maiores gastos das famílias.

Neste ano, porém, o cenário foi agravado pela retração da demanda internacional. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária de embarques de carne suína na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, abaixo das 5,4 mil toneladas registradas em dezembro.

Do lado da oferta, o Cepea indica que o ritmo de abates em janeiro permaneceu semelhante ao observado no mês anterior. A combinação entre oferta estável e demanda enfraquecida resultou em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura, intensificando a pressão sobre os preços.

Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24 por quilo em janeiro, queda de 6,9% em relação a dezembro. Trata-se da maior desvalorização mensal desde janeiro de 2025, quando o preço do animal recuou 13,3% frente a dezembro de 2024, em valores reais.

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